quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

iPad e autismo


As novas tecnologias são hoje acessórios imprescindíveis do nosso dia a dia e uma das suas qualidades é auxiliarem nas tarefas do ser humano, tornando-as muito mais simples e fáceis de se realizarem. No que diz às crianças com dificuldades de aprendizagem, raciocínio lógico, interação, etc. as tecnologias têm um papel muito importante.

Embora existam outros computadores projetados para crianças com autismo, existe um número de especialistas, dizem que  iPad é melhor: mais versátil, mais user-friendly, mais portátil, mais envolvente.

O iPad não foi projetado para crianças autistas, mas informalmente, os resultados são estupendos.

Este ano o ‘Pai Natal’ foi muito generoso connosco e deixo-nos no sapatinho um iPad!
Sem duvida que nos irá proporcionar uma aprendizagem mais lúdica, dinâmica e divertida!

Com o iPad o que ele faz no ecrã reage no ecrã 
É um detalhe, mas que faz uma diferença imensa!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Artº 21 - CEI

"Desejar o melhor, recear o pior e aceitar o que vier." by Daniel Defoe


 Hoje é um dia particularmente triste.

Tento conter as minhas lágrimas, mas em vão.
Tenho dentro de mim a pior das sensações como mãe: em causa todas as minhas decisões tomadas até hoje!

Reunião de avaliação das 8:10 até 11:30 da manhã.

Uma reunião cheia de palavras emotivas, agressivas e por vezes com sentimento insultuoso.

“- Sou a única mãe que levanta problemas nas decisões que é proposto pela ‘equipa’!”


Sem dúvida que era mais fácil tomar a decisão de aceitar e permitir a sinalização do João com o artº 21 – CEI
Mas o que pretendo na minha vida, no futuro do João não é facilitismo. Só queria somente que acreditassem como eu, pois é visível todo o seu desenvolvimento. O que é preciso mais o João provar que é capaz? Só eu é que vejo isso?

Como mãe não quero nem posso tomar decisões tão definitivas que se refletem na vida futura do João e de uma forma irreversível. É uma decisão que ficará marcado na sua vida para sempre!

Podemos ser um pouco realistas?
Estamos a falar de uma criança com um diagnóstico Espetro do autismo e um atraso no desenvolvimento. Não é um diagnóstico de Síndrome de Rett, Trissomia 21; não é uma criança com multideficiências!

Sou posta em causa por acreditar no João, por querer dar uma oportunidade?

Conclusão: o João não foi retido, parece que não se fazem retenções no 3º ano. É considerado um ano de transição. Portanto tomei a decisão errada ao não concordar com a sua retenção no 2º ano. O João transita para o 4º ano, sem saber ler nem escrever. Como é possível uma criança se encontrar no 4º ano sem saber ler nem escrever. Como se justifica este desfasamento se este menino não se encontra sinalizado com o CEI? Para salvaguardar, vem uma nota na sua avaliação que o encarregado de educação se recusou DESDE o 2º ano a sua retenção. E o 3º ano? Não se fazem retenções? Mas claro, sou somente uma mãe que levanta problemas e não aceita o que é proposto, sendo passada para mim toda a responsabilidade desta situação. Afinal a minha experiência neste assunto são somente 9 anos, de convívio com o meu filho! O que é isso comparado com a experiência de alguém especializado nesta área há 20 anos? Na verdade, pensei que independentemente dos anos de experiência, cada caso é um caso e que todos são diferentes. Como ando enganada e errada!

Com este post posso estar a ferir suscetibilidades… não é essa a minha intenção.
Só gostava de encontrar respostas, não de uma forma legislativa, mas de uma forma humana!

Sinto-me encostada à parede…

Solução?
Sinalizar o João com o CEI… transitar todos os anos e ser mais um… mais um menino que no fim receberá o seu Certificado de frequência e não o seu Certificado de Habilitações.

No 5º ano os professores não se vão dar ao trabalho de fazer um programa especial para o João. Darem-se ao trabalho de adaptar os seus testes às suas capacidades cognitivas.

Tento informar-me ao máximo sobre como tudo isto funciona, que me mostre a luz ao fundo do túnel, que não me permita arrepender de uma decisão tomada que afetará todo o seu futuro. Mas continuo uma leiga no assunto e questiono tidas as minhas decisões tomadas até hoje.

Como posso conseguir que o João aprenda a ler e a escrever com autonomia, durante o período de férias escolares? Sei que não é só isso, mas… é um passo…

SINTO-ME ENCURRALADA!
É esta a solução para o João?

As lágrimas persistem em cair! Tento segurá-las e ser forte para sorrir. Mas elas caem porque o meu coração não aguenta mais chorar!

Li um caso na net:
“-(…) existem cursos práticos (ex: serviço de mesa, atendimento telefónico, jardinagem e espaços verdes...), penso que pode ser uma boa solução a inclusão destes alunos (…)”

O João não se identifica em nenhuma destas áreas práticas?! E fotografia? E dança? E como são estas saídas a nível profissional com somente um Certificado de Frequência?

Sinto um desespero que aperta o meu coração, encurralada… com uma faca espetada nas costas… SINTO-ME TRAÍDA!

“-Mamã Sofia, não desistas! Mesmo que pareça que não há mais nada a fazer… a todo o momento tudo pode mudar para quem não desiste!!! Quando se fecha uma porta, há sempre uma janela que se abre…”

Mas a verdade é que o tempo passa e á cada vez mais curto!
Seremos NÓS mais fortes que o tempo?



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aprender a Tabuada 2

 "Mais vale compreender pouco do que compreender mal." by Anatole France

Partilho convosco as nossas tentativas na aprendizagem da tabuada 2!


domingo, 27 de maio de 2012

Cartilha


A cartilhaa é bastante útil e eficiente como instrumento informativo e educativo, principalmente se com objetivos bem definidos e como um elemento adicional no contexto de estratégias ou planos mais amplos de comunicação e ensino. 
É utilizada como apoio na realização de atividades em sala de aula e em casa.

Download no Blog Atividades 

Boa leitura!

Fichas com base no Método das 28 palavras


O método das 28 palavras tira partido do potencial da imagem na aprendizagem da leitura e da escrita. É um método muito divulgado para crianças com dificuldades de aprendizagem e que tem resultados muitos positivos. 

As crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) manifestam problemas sensoriais, físicos, intelectuais e emocionais e, também, muitas vezes, evidenciam dificuldades de aprendizagem derivadas de fatores mentais, orgânicos ou ambientais.


Para estas crianças a aprendizagem da leitura e da escrita constitui a pedra basilar de que depende todo o seu percurso académico. Contudo, para o ensino destas competências básicas, é necessário recorrer a métodos baseados quase exclusivamente em suportes convencionais como seja o livro de texto, ilustrações, cartazes, etc.

O ato de ler e de escrever é um processo complexo que implica um conjunto de conhecimentos que a pessoa adquire ao longo da sua vida antes e durante o seu ingresso no ambiente escolar. É uma actividade cognitiva e não uma capacidade sensorial e auditiva que se pensava ser necessário para aprender a ler e a escrever. É uma descodificação e compreensão de representações gráficas e auditivas.

A aprendizagem da leitura e da escrita baseia-se em dois pressupostos fundamentais : o de retirar informação visual (sinais gráficos) e também o de compreensão do que se está a ler e a escrever.

O ingresso na leitura e na escrita é um processo de aprendizagem, de prática e de aperfeiçoamento. Antes desse ingresso, a criança já dominava a comunicação oral e usava-a de maneira autónoma e perfeita para ser entendida e compreendida pelos demais interlocutores.

Portanto, a aprendizagem da leitura e da escrita visa o mesmo objectivo, ou seja, dar uma autonomia para poder compreender e ser compreendido pelos seus interlocutores. - “aprender a ler e a escrever representa, nesta perspetiva, dar os meios que lhe permitam comunicar com outrem na sua ausência, exigindo-lhe desta forma a conquista de uma autonomia”.





Elaboração e disponibilização fichas


É importante o uso das fichas como recurso de memória. É importante a variedade, de forma a ser capaz de motivar, captar a atenção, e sobretudo desenvolver o nível de auto estima, valorizando na componente humana, para que consiga, de acordo com o seu ritmo individual, atingir as competências essenciais.

Atendendo às dificuldades apresentadas e diagnosticadas, as fichas são elaboradas com esse critério, que passam dos aspetos da linguagem oral e o domínio progressivo da leitura e da escrita. 

Assim como as noções básicas de cálculo e ainda alguns conteúdos do meio físico e social a elaboração destas fichas, surgem na necessidade, de continuamente arranjar diferentes estratégias e materiais pedagógicos.
 
Ninguém inventa nada, pesquiso e apoio-me em modelos já existentes, reinvento de acordo com as necessidades e objetivos traçados. São esses materiais que coloco aqui disponíveis para todos.
 
Todos os trabalhos estão ao dispor para os que desejarem utilizar, especialmente, alunos, professores e pais.
 
Espero que seja útil!

Download de novas fichas no Blog Atividades 

Tabuada do 2

Todos sabemos como o computador tem vindo a entrar cada vez mais cedo na vida das crianças. 
Desde a mais tenra idade que o ambiente informático lhes é familiar; trata-se de um mundo que as atrai devido às suas cores, ao movimento e aos sons, por isso aqui está mais um para vos ajudar!
Tabuada do 2: disponivel em: JOGOS DIDÁTICOS