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domingo, 6 de novembro de 2011

Estrabismo - óculos novos


Já falei sobre este assunto, mas nunca é demais!

Estrabismo é um defeito no alinhamento dos olhos, ou seja, eles apontam para diferentes direções. No caso do João, para dentro – convergente.

‘Quando a visão binocular é normal (os dois olhos funcionam juntamente) ambos os olhos focalizam o mesmo alvo. A parte visual do

cérebro funde as duas imagens numa imagem tridimensional única. Quando um olho desvia, como ocorre no estrabismo, duas imagens diferentes são enviadas ao cérebro. Em crianças, o cérebro aprende a ignorar a imagem do olho mal alinhado e vê somente a imagem de um olho. Isto causa perda da percepção da profundidade e da visão binocular.

Adultos que desenvolvem estrabismo frequentemente têm visão dupla, pois o cérebro já está treinado a receber imagens de ambos os olhos e não consegue ignorar a imagem do olho desviado.


Os óculos ajudam a reduzir o esforço da focalização e podem endireitar os olhos. Ás vezes, óculos bifocais são necessários para o trabalho de perto. Colírios ou lentes especiais, chamadas prismas, também podem ser usados para endireitar os olhos.


Com o João a crescer, foi necessário adaptar os óculos! A nova aquisição!

Inicialmente azuis escolhidos pela mãe e depois a ‘guerra’ com o João que tinham de ser os pretos, iguais a um amigo da escola.

Surgem os vermelhos...! Lindos no seu rosto, divertidos e de acordo com a sua personalidade; mas o João não queria. Até porque o João é do Sporting. Mas nada como uma boa estratégia:

- João, com os vermelhos, consegues conquistar qualquer menina! Consegues as namoradas todas que quiseres.

- De repente oiço o Joãozinho:

- Sra. quero levar os vermelhos!



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Visão Monocular

O J. foi a mais uma consulta de avaliação oftalmológica. De 6 em 6 meses é mais uma das nossas rotinas! Mais uma vez foi-me explicado que, efectivamente, os progressos do J. têm sido muito bons.
Mas a cirurgia apenas está a ajudar o J. no desvio do estrabismo. A sua avaliação de
visão monocular é definitiva e para sempre. Deixa-me apreensiva, pois não é meramente não ter ver a 3ª dimensão. É um pouco mais complexo que isso. Muito resumidamente é dizer que vê com um olho de cada vez, ao contrário da maioria das pessoas que tem uma visão binocular.
Ter uma visão monocular é normalmente perder a visão binocular e existir uma redução do campo de visão periférico.
Pode-se dizer que com uma visão monocular vê pior, isto porque vê somente com um olho (ora com um, ora com outro - no caso do J.). Com a visão binocular vê com os dois olhos ao mesmo tempo.
Associado à visão monocular poderá estar o 'olho preguiçoso' - pela acomodação (um olho passa a focar mais que o outro).
Claro que tudo isto tem as suas consequências: dificulta o controle de movimentação, distância e equilíbrio – aqui criam-se os primeiros obstáculos – ir de encontro com objectos e as pessoas, dificuldade em subir e descer escadas; dificulta em muitas actividades da vida diária que requerem a estereopsia e a visão periférica! - Existe uma dificuldade na percepção de profundidade.
Por isso é importante a prevenção e a detecção do problema o mais cedo possível.
Sei que existem profissões que o J. jamais poderá exercer – cirurgião, arquitecto, pilotos, controlador aéreo…
O J. ainda é pequeno e por isso ainda não se apercebeu das suas 'incapacidades' - fica somente frustrado quando não consegue algo… com o tempo poderá vir a 'mexer' com a sua auto estima.
É definitivamente um problema! E aqui entra a minha preocupação, que com tantas limitações e necessidades de prevenção, possam existir tantas pessoas em lista de espera para uma cirurgia, que pode mudar a vida de uma pessoa.
O J. conseguiu porque tem um seguro de saúde… caso contrário ainda estaria em lista de espera e a sua redução de visão neste momento poderia ser total!
A possibilidade de o J. vir a deixar de usar óculos é mínima! Existe a necessidade de proteger os seus olhos. Neste momento parou de perder visão! E porquê? - porque foi detectado a tempo e feita a prevenção precocemente!
Não estamos perante um problema meramente estético!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Estrabismo - Cirurgia

Mais uma consulta de oftalmologia.

Chegou o dia... não é possível adiar mais...

Estrabismo, visão monocular... operação a ser realizada ainda este ano – tratar enquanto é tempo!

Claro que muito questionei, muito me informei... apesar dos riscos tenho de seguir em frente. Coragem para ficar ao lado do João... mais uma luta.

Neste dia, passei horas a passear de carro por Lisboa... pensar, reflectir, ponderar... mais uma batalha... mais uma luta... que será mais uma vitória!

Em baixo uma pequena explicação do que é, como se trata (no caso do João!!!) e como vai ser.

Algumas informações mais pormenorizadas foram tiradas da net, mas já explicadas pela cirurgiã.

Dia 20 de Agosto será feita a respectiva marcação da cirurgia, consulta de anestesia (anestesia geral) e fazer as respectivas análises.

A operação será marcada para Dezembro (férias escolares), para não coincidir com o período de praia, inicio escolar e respectiva aprendizagem.

Não é fácil olhar para as imagens, mas é o que efectivamente vai ser feito, e acaba por ser uma forma de ganhar coragem e preparar-me para o que aí vem.

Teremos de conversar com o Neuropediatra, pois vai ser necessário fazer compensações devido à medicação e efeitos da anestesia geral... que efectivamente é o que me assusta mais.

Tenho de ser honesta... não estou preparada para viver de novo o pesadelo das crises. Não estou preparada para ver de novo o João fora do nosso Mundo... não agora que está tão... “saudável”! ***

ESTRABISMO:

Como se estivessem zangados um com o outro, os dois olhos não se direccionam para o mesmo sítio. Um deles olha para o que a pessoa quer focar e o outro desvia-se para uma outra direcção. Este é o sintoma mais comum e visível do estrabismo, uma patologia oftalmológica muito frequente na infância.

O estrabismo é um defeito no alinhamento dos olhos, que deixam de ver simultaneamente. Enquanto um olho fixa em frente, o outro desvia-se.

A criança estrábica tem um desenvolvimento e uma vida perfeitamente normais, apesar de não ter a visão binocular. O problema é que há trabalhos que necessitam de uma visão de conjunto e de relevo que não é possível realizar em visão monocular.

A criança, ao contrário do adulto, está a desenvolver a sua visão e, quando um olho começa a desviar, há mecanismos cerebrais que impedem o aparecimento de diplopia (visão dupla). Assim, a criança não vê duas imagens do mesmo objecto, porque a imagem do olho desviado é suprimida

O estrabismo não tem como única consequência o desalinhamento dos olhos, e, regra geral, leva à diminuição da acuidade visual do olho que não foca os objectos. Isto ocorre porque a criança utiliza o olho que vê bem e o outro não desenvolve uma visão normal.

Após a avaliação completa, e identificado o tipo de estrabismo, segue-se um plano de recuperação. Este plano de tratamento começa por corrigir a refracção (prescrever óculos) e tratar a ambliopia. Depois, «temos de obrigar o olho que vê mal a funcionar melhor, tapando o olho saudável». A este procedimento chama-se oclusão e é, segundo este especialista, «o método de tratamento das ambliopias mais eficaz». – QUE NÃO RESULTOU E/OU RESULTA COM O JOÃO.

A oclusão serve apenas para recuperar a visão e não o alinhamento dos olhos. «Uma vez recuperada a visão, o olho fica ainda desalinhado e, se nós abandonarmos esta criança, passado pouco tempo fica a ver mal outra vez». Em alguns casos, o alinhamento restabelece-se com a recuperação da visão, mas, nos casos em que isto não acontece, faz-se uma intervenção cirúrgica, actuando-se ao nível dos músculos extra-oculares que fazem movimentar os olhos, enfraquecendo-os ou reforçando-os, conforme os casos.

Quanto mais precocemente um estrabismo é tratado, menores são as sequelas que ficam para toda a vida.

Por tudo isto, «é fundamental detectar precocemente e fazer a correcção do estrabismo, não só para permitir a melhoria da acuidade visual, como inclusive para melhorar o rendimento escolar das crianças. Em muitos casos, o défice visual é o motivo do insucesso escolar.

O estrabismo severo pode requer cirurgia. A cirurgia é projectada de modo a aumentar ou diminuir a tensão dos músculos oculares externos. Os seis músculos extra-oculares do olho movem-no em todas as direcções. Quando a cirurgia do estrabismo for necessária deve ser feita quanto antes, por forma a melhorar a possibilidade da criança conseguir vir a ter visão binocular normal.

A cirurgia do estrabismo é feita através da abertura da membrana que cobre o olho denominada conjuntiva permitindo o acesso aos músculos localizados abaixo dela. Os músculos que serão operados dependerá do tipo do estrabismo de cada paciente. Em alguns casos mais de uma cirurgia poderá ser recomendada.


OPERAÇÃO:

A operação de estrabismo trabalha-se nos músculos.

Nesta cirurgia não se tira o olho para fora. São feitas incisões nos olhos para ter acesso aos músculos e neles são feitas as correcções.

Uma intervenção cirúrgica de grande precisão pode tornar-se necessária para restabelecer o paralelismo dos olhos.

Ao acordar não se usam pensos. O paciente pode abrir os olhos, mas o melhor é contentar-se apenas com algumas horas de luz suave. Em geral, alguns dias (10 dias) são suficientes para que a criança possa regressar à escola. Seo estrabismo for muito acentuado poderão ser necessárias várias intervenções.

O curativo inicial deve ser mantido por 24 horas. Após remover o curativo, são orientados colírio de corticóide e antibiótico por uma semana a 15 dias e analgésicos para dor.

Compressas frias (03 a 04 pedras de gelo picado dentro de um saco plástico envoltas em um pano) por 20 minutos a cada 4 horas ajudam a diminuir a dor e o edema nas primeiras 24 horas pós-operatórias.

Lacrimejamento, irritação, ardência, sensação de corpo estranho são normais na primeira semana devido à presença dos pontos conjuntivais e da própria inflamação decorrente do trauma cirúrgico. Em geral o olho reassume seu aspecto normal ao final da segunda semana de pós-operatório.

Não é necessária a retirada de pontos cirúrgicos, os mesmos ou são absorvidos ou caem espontaneamente.

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