sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Crítica***??!!!

Bom... nem sei por onde começar... pelo inicio, pensarão alguns...

Primeiro que tudo, quero, mais uma vez, esclarecer, que o objectivo deste blog, é de partilhar experiências e trabalhos. De alguma forma, partilhar as minhas alegrias, as minhas ansiedades, as minhas dúvidas.
Como já devem ter reparado, muito raramente respondo aos comentários aqui deixados. Não por desrespeito, não por desprezo, mas porque o tempo é precisoso, e existem prioridades.

Gosto de ler os blog’s que por aqui andam, aprender com o que escrevem, sentir que não estou sózinha, não sou a única, e ao mesmo tempo partilhar com todos aquilo que faço com o João achando que pode ser útil, assim como é útil para mim aquilo partilham comigo.

Cada criança é especial. É especial à sua maneira e com as suas próprias necessidades.
De modo algum, quero ou sou exemplo para alguém!

Mais uma vez, repito, apenas partilho trabalhos, experiências, emoções, angústias, tristezas e alegrias... acima de tudo CONQUISTAS!

Respondendo a algumas questões que me têm colocado, respondendo a algumas criticas “destrutivas”, anónimas, não tendo essa obrigação, pela primeira vez, e espero que pela última, vou escrever sobre o que penso – repito – que eu PENSO (!!!!)

Parece que o post sobre o remédio Rubifen, foi alvo de polémica por aqui. A verdade, é que quando o escrevi, o meu intuito foi apenas, mais uma vez, partilhar a minha angústia e dúvidas sobre aquilo que ouvi e li.

Não sei se o médico de familia pode ou não passar receita médica. Não sei se é só no hospital... não me façam perguntas técnicas, não é esse o meu objectivo.
Sei que é a médica de desenvolvimento e o neuropediatra, MÉDICOS QUE ACOMPANHAM o João que passaram e com quem eu esclareço e partilho, também, as minhas dúvidas.

Como escreveu um blogger, não sou médica, nem tenho uma licenciatura médica, e muito menos sou uma especialista nesta matéria.
E como aconselhou esse blogger anónimo, e respondendo-lhe directamente, jamais tomei nenhuma decisão em relação à medicação do João sem antes esclarecer todas as dúvidas com os médicos, como já disse, que seguem o João. Isto não é uma brincadeira! Este blog não é um passatempo! Não é alguém que não tem nada que fazer, e por isso, debita palavras.

Quando decidi não dar Rubifen ao João, foi uma decisão que comuniquei aos médicos!
Aliás, sou a favor, que quanto mais conseguirmos fazer com estes meninos, sem a ajuda de medicação, melhor para eles! E com tanta luta durante este tempo todo, jamais deitaria tudo a perder por altruísmo meu.
Pelos vistos, a ignorante aqui não sou eu, e desculpe se estou a ofender alguém, mas não me parece que esteja errada, por pesquisar na internet mais informação sobre este assunto. Ou para me sentir mais segura, mais certa ou até mais esclarecida. Mas jamais as minhas decisões passam por aquilo que leio na net, mas SEMPRE porque aquilo que conheço do João e do que falo com as pessoas que trabalham com o João.

Fui pesquisar na net os efeitos adversos deste medicamento, porque é de conhecimento geral de quem tem filhos com pertubações no desenvolvimento o quanto "pouco saudável é este medicamento". Como mãe tenho de ponderar se os efeitos positivos são superiores ao negativos...
Não sei como são feitos os estudos, e nem me deixo influenciar por eles, como também não devem influenciar-se por aquilo que aqui esccrevo.

Aquilo que resulta com o João, não resulta com outras crianças.

Por isso me dedico a criar actividades e jogos próprios e direccionados para as necessidades especificas do João.
Partilho, porque o mesmo jogo, a mesma actividade, podem ser feitos de várias maneiras, consoante, como já disse anteriormente, as necessidades de cada criança.
De alguma forma, o nosso limite é a nossa imaginação... com esta partilha de ambas as partes, é mais fácil.

Não me vou alongar muito mais... até porque estou muito repetitiva...

Após 6 meses, depois do João ter mudado de escola, e a Educadora de Ensino Especial preferir trabalhar com o João sem o efeito de medicamento, em conjunto com os médicos que o acompanham, decidimos que o ideal agora era trabalhar com o efeito da medicação. Só dessa forma, conseguimos um termo de comparação:
- O João aprende mais e melhor com o rubifen?
Sem tomar a medicação não saberemos.
Infelizmente não consegui mais adiar a toma diária do Rubifen.


E agora, vou ser altruísta, pois como mãe tenho esse direito, pois apenas quero o melhor!

Não aceito críticas pela minha decisão de não dar o medicamento ao João.

Qual é a mãe que quer ver o seu filho dependente de um medicamento para se socializar e aprender?
Se o puder fazer de outra forma, por mais dificil que seja, então será esse o caminho que tomarei.
Infelizmente esse caminho chegou ao fim e tenho, contra minha vontade, dar o medicamento diariamente ao João. E porquê? Porque quero o melhor para ele...

Pouco inteligente, é criticar, falar e escrever sem conhecimento de causa.

Não se pode criticar? Claro que sim. Mas uma critica, positiva ou negativa, deverá ser sempre construtiva. Quando fazemos uma critica positiva, o intuito é de reforçar o comportamento e a negativa de corrigir ou melhorar os nossos comportamentos.

Não admito uma critica destrutiva, com a tentativa de me humilhar, desvalorizar ou por pura e simples maldade.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Blog de Ouro


Ausente, mas sensibilizada por todos os comentários deixados.
Sem tempo e a passar por maus momentos – profissionais e emocionais – o silêncio ...
... “o meu silêncio é feito de gritos abafados...”

O selo do Blog de Ouro – recebi de Anjo da Luz.

Aqui ficam as regras:
  • Exibir a imagem do selo;
  • Escolher seis mulheres diferentes a quem entregar o BLOG de OURO;
  • Deixar um comentário nesses blogues para que saibam que ganharam o prémio.

As minhas escolhas... para todas as mães, que por um ou outro motivo, têm uma luta, e agarram-se com todas as forças para ultrapassar e ganhar todas as barreiras que vão surgindo. posso nomear seis, mas são muitas mais... ficam algumas que conheço deste mundo da net...:

GRILICES
Coragem, força, dedicação...

AGUAS-FURTADAS
Experiência, partilha, dedicação...

REINO ENCANTADO DAS ALMOFADAS
Inocência, sonhadora, dedicação...

A VIDA COM PEDRO
Diferença, resistência, dedicação...

LOBITAS
pouco original, mas: coragem, força, dedicação...

ESTRUPFANDO
Carinho, força, dedicação...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

+ Actividades






"Educar é crescer. E crescer é viver.
Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra".
(Anísio Teixeira)

Actividades novas para imprimir em BLOG ACTIVIDADES.
Divirtam a aprender.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Actividade: Desenhar pirata

Sem desperdiçar papel e tinteiro (que estão a preços impraticáveis!!!)
Download no lugar habitual! ;o)



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Motricidade Fina


"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade."

Os textos não são de minha autoria, apenas reajustados à minha forma de escrever e da minha própria vivência. Mas coloco-os porque os acho importantes para explicar o trabalho que faço com o João, os objectivos e os resultados que se pode obter.

Mais uma vez podem fazer o DOWNLOAD. Basta imprimir, plastificar e encadernar.
Esta actividade é muito parecida à anterior. Mas os números são maiores. Como podem ver no vídeo, faz toda a diferença para quem não tem motricidade fina muito desenvolvida - que é o caso do João.



"Por Susanne Bartlewski,

A criança é movimento. Movimentando-se no espaço ela vai treinando o seu corpo, adquirindo destreza para que mais tarde possa dominá-lo. A motricidade nada mais é do que a habilidade motora.

* Motricidade grossa é aquela relativa ao corpo todo e
* Motricidade fina é relativa à destreza das mãos e ponta dos dedos.


A motricidade grossa é desenvolvida quando a criança brinca com o corpo todo, subindo em árvores, saltando à corda, correndo, saltando de várias formas, equilibrando-se numa corda, andando de bicicleta, skate e outros, nadando, dando cambalhotas, jogando bola, etc.


A motricidade fina é desenvolvida na utilização das mãos com diferentes lápis e blocos em desenhos e na escrita, no manuseio de diferentes ferramentas e instrumentos tais como talheres (comendo, picando legumes), agulhas (fazendo costuras e bordados, martelo e pregos, chave de fenda e parafuso, serrote, enfiando contas num fio, moldando com plasticina ou argila, tocando um instrumento musical, etc.
Q
uanto menor e mais com a ponta dos dedos for o movimento, mais elaborado será o treino da motricidade fina.

Um grande rival do desenvolvimento da motricidade na criança hoje em dia é o excesso de televisão, playstations e uso do computador: actividades que favorecem a passividade ou movimentos mecânicos repetitivos e unilaterais.


A motricidade bem desenvolvida na infância favorecerá, entre outros, o pensamento matemático no futuro."



domingo, 4 de janeiro de 2009

Actividade: Desenhar números

Mais novidades!

... não sou educadora, não sou perfeita, mas FAÇO O MELHOR QUE SEI !

* Vejam o vídeo... *




Plastifiquei e encadernei.
Para não estar sempre a imprimir, gastar tinteiro e papel, com canetas de acetato NÃO PERMANENTE, desenha as vezes necessárias. apaga e volta a fazer!

Façam o download em: Blog com actividades

Espero que seja do vosso agrado: útil e prático!

Método das 28 palavras

Aqui vou tentar explicar no que consiste o método das 28 palavras, no entanto, de longe é o meu objectivo ser "perfecconista" ao ponto de achar que sou a pessoa indicada para tal. Muitos sites onde poderão melhor obter essa informação.
O meu objectivo é ultrapassar determinadas barreiras a nível de disponibilidade de materiais e obter o máximo de troca de informações.
Como é habitual, já sabem onde podem fazer o download de todo o material. Este livro está disponivel para download no blog das actividades.

Basta imprimir e encadernar. Brevemente espero conseguir colocar ao vosso dispor o jogo informático, com sons...


O “Método das 28 palavras” tira partido do potencial da imagem na aprendizagem da leitura e da escrita. Trata-se de um método muito divulgado na aprendizagem de crianças com dificuldades de aprendizagem e com resultados muito positivos; no entanto, só está disponível em suporte papel – espero conseguir ultrapassar essa barreira brevemente!

Embora não acredite que este método seja só especialmente dedicado a crianças com dificuldades de aprendizagem, vou fazer uma pequena introdução, com base em vários documentos que li sobre o assunto:

As crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) manifestam problemas sensoriais, físicos, intelectuais e emocionais e, também, muitas vezes, evidenciam dificuldades de aprendizagem derivadas de factores mentais, orgânicos ou ambientais.

Para estas crianças a aprendizagem da leitura e da escrita constitui a pedra basilar de que depende todo o seu percurso académico. Contudo, para o ensino destas competências básicas, os professores recorrem a métodos baseados quase exclusivamente em suportes convencionais como seja o livro de texto, ilustrações, cartazes, etc.
Todos sabemos como o computador tem vindo a entrar cada vez mais cedo na vida das crianças. Desde a mais tenra idade que o ambiente informático lhes é familiar; trata-se de um mundo que as atrai devido às suas cores, ao movimento, aos sons.

O acto da ler e de escrever é um processo complexo que implica um conjunto de conhecimentos que a pessoa adquire ao longo da sua vida antes e durante o seu ingresso no ambiente escolar. É uma actividade cognitiva e não uma capacidade sensorial e auditiva que se pensava ser necessário para aprender a ler e a escrever. É uma descodificação e compreensão de representações gráficas e auditivas.

A aprendizagem da leitura e da escrita baseia-se em dois pressupostos fundamentais : o de retirar informação visual (sinais gráficos) e também o de compreensão do que se está a ler e a escrever.

O ingresso na leitura e na escrita por parte da criança é um processo de aprendizagem, de prática e de aperfeiçoamento. Antes desse ingresso, a criança já dominava a comunicação oral e usava-a de maneira autónoma e perfeita para ser entendida e compreendida pelos demais interlocutores. Portanto, a aprendizagem da leitura e da escrita visa o mesmo objectivo, ou seja, dar ao educando uma autonomia para poder compreender e ser compreendido pelos seus interlocutores. - “aprender a ler e a escrever representa, nesta perspectiva, dar à criança os meios que lhe permitam comunicar com outrem na sua ausência, exigindo-lhe desta forma a conquista de uma autonomia”.

Saber ler um documento escrito é compreender.

A leitura pode, daí em diante, tornar-se o meio essencial da aquisição de conhecimentos, do desenvolvimento do pensamento e do enriquecimento da personalidade.

A escolha de um bom método de leitura ajuda na compreensão da leitura e da escrita. Ensinar a ler só se complementa quando o professor leva os alunos a gostarem da leitura e a descobrir os prazeres e alegrias que ela lhes pode proporcionar.

Existem vários métodos de ensino da leitura e da escrita.

- O mais antigo é o método analítico sintético. Apesar de ser o mais antigo, é o que domina como método de ensino-aprendizagem nas escolas portuguesas. Consiste no ensino da letra como unidade sem significância para muitos alunos. As letras (maiúscula e minúscula) são repetida vezes sem conta no caderno escolar dos alunos. Depois é ensinada a sílaba, que também é repetida no caderno, para que a sua caligrafia seja perfeita. Mais tarde ensina-se a junção das sílabas para formar palavras e de seguida formam-se frases.
Em suma, é um método com base na repetição da letra até formar sílabas, que passam para as palavras e por fim a frase.

- Em contrapartida, o método das 28 palavras consiste em desenvolver a aprendizagem da leitura e da escrita a partir de situações concretas e reais para os alunos: As palavras estão sempre relacionadas com imagens. Trata-se de um método que adopta um esquema de aprendizagem; por exemplo, a primeira palavra que se ensina é “menina”, e depois:
* faz-se o desenho da palavra ou mostra-se o cartaz com a imagem da menina;
* as crianças escrevem a palavra em letra manuscrita e à máquina;
* depois ensina-se a palavra “menino”, seguindo os passos a cima;
* depois mostra-se a diferença entre as duas palavras que é entre as vogais “a” e “o”.
* separam-se as sílabas das palavras “menino” e “menina”;
* quando surgem outras palavras separa-se as sílabas e formam outras palavras;
* depois formam-se frases.

Os exercícios contínuos ajudam a concretizar os conteúdos dados.
Poderá recortar de revistas ou jornais, figuras ou palavras aprendidas, que colocará no caderno, escrevendo por baixo a palavra respectiva”...