Não sei se choro pela queda... não sei se rio pela confrontalidade e realidade das coisas."Os inicios dos anos lectivos são sempre difíceis para o J. pois tem de fazer uma readaptação ao contexto escolar. Na área das interacções pessoais apresenta estabilidade, com excepção da relação com o colega E. Na presença do qual continua a manifestar comportamentos excessivos e de imitação. A receptividade às aprendizagens é irregular pois nem sempre se encontra disponível ou porque está com a atenção dispersa ou porque se encontra apático. Continua a denotar imensa dificuldade no pensamento abstracto principalmente ao nível dos cálculos matemáticos. O processo de aquisição da técnica de leitura/escrita está a ser lento… de referir que esta criança não beneficiou de adiamento da escolaridade obrigatória nem de retenção, notando-se um maior desfasamento ns suas competências ao ano de escolaridade."
Porque avaliar? Para que avaliar? O que avaliar? Como se avalia?Entendo que a avaliação é fundamental para diagnosticar e descrever a criança de acordo com a idade e a sua evolução dentro das atividades e habilidades na sala de aula.
A peça fundamental neste processo é o professor. E é importante para nós pais, para termos uma noção do seu crescimento social, motor e individual. Esta avaliação vai permitir trabalhar com a criança de forma a aprimorar as habilidade que não estão tão bem dominadas.
Não é fácil avaliar, principalmente crianças com necessidades educacionais especiais. Acho que é nesta altura que os professores colocam à prova as suas capacidades, como ponte para o conhecimento. Mas temos que levar em conta uma questão – crianças com necessidades educacionais especiais têm as suas limitações e apenas devem ser avaliadas dentro das suas possibilidades! Não acompanham o mesmo ritmo da turma e por isso não devem ser comparadas, mas sim ter a sua avaliação diferenciada.
Não podemos esquecer que têm os mesmos direitos e existe um compromisso de as preparar da melhor forma possível para uma vida autónoma e com qualidade. Precisam de ser independentes e também preparados para o mercado de trabalho, mas tem de ser feito com cuidado, para não traçar objetivos muito elevados que podem levar à frustração.
Na nossa ultima consulta de desenvolvimento, saí a refletir todos estes pontos.
Gosto muito da expressão da Drª I.P – de desenvolvimento que diz:
- Tem dificuldades em matemática? Não sabe somar? Não consegue contar a tabuada em conjunto com a classe? – É para isso que existem as máquinas de calcular!
O mais importante é o que consegue aprender e valorizar a aquisição desse conhecimento. Avaliar as situações de aprendizagem que foram oferecidas e como elas foram aproveitadas. A partir daí planear outras atividades que enriqueçam e promover novas conquistas a partir do que foi aprendido.
Todo este trabalho tem de ser em conjunto com todos para que não sejam prejudicados no processo de aprendizagem. E só com este trabalho em conjunto será possível alcançar o sucesso na aprendizagem.
CONCLUSÃO:
Valorizar as conquistas!