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sábado, 19 de novembro de 2016

Não se sofre de Asperger… sofre-se das outras pessoas…


Não se sofre de Asperger… sofre-se das outras pessoas…

História de um surfista talentoso que por acaso tem… Asperger…

Já amaram alguma coisa ao ponto de se tornar aquilo que vives?
Conheçam Clay Marzo cuja a paixão pelo surf é tão pura que tudo desafia. Uma história também que mostra um a sua consciencialização da sua vida e da sua mente e como chega a entender os dons e os desafios de viver com Asperger.

A dada altura no vídeo há um médico que diz…
“You don’t suffer from Asperger… you suffer from other people…”
Não se sofre de Asperger… sofre-se das outras pessoas…

https://www.youtube.com/watch?v=ZXjNdTVNpMc

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Bold ir italic | nunca regular

Não me vão vergar nem vou deixar-me vencer.
Sinto-me exausta, mas não vencida.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Educação | Recado na caderneta do Aluno


Escrevo este post 4 dias depois de receber esta mensagem na caderneta do aluno do J. para conseguir escrever com alguma contenção nas minhas palavras e emoções.
Deixou-me preocupada e indignada. Foi o que respondi, mas na verdade o que queria escrever era REVOLTADA!
Não é novidade que o J. tem dificuldades de aprendizagem derivadas ao seu diagnóstico e por isso tem um PEI !
Não posso aceitar a resignação a "o J. não consegue" pois isso implica que ele nunca aprenderá.
Não posso aceitar que a escola desista da sua função que é ensinar.

Noutra fase da vida do J. já houve quem dissesse que ele poderia nunca vir a falar. Hoje fala "pelos cotovelos".

Na verdade, desta mensagem fiquei sem saber afinal qual é a matéria que irão lecionar no próximo mês, que o mesmo não conseguirá "compreender, nem acompanhar (nem imitar)? Imitar? Imitar? ???
 

Ainda estou incrédula com o que leio.

Parece-me que a informação sobre a matéria que vai ser dada é essencial para eu poder colaborar em delinear estratégias para o bem do processo educativo do João.
Mas claro, isso não parece relevante.

Com 3 filhos tem sido difícil gerir toda a logística que implica para poder estar presente em todos os momentos importantes na vida de cada um, mas em relação ao J. tenho sido incansável na procura de respostas, soluções e estratégias para ajudar, acompanhar e apoiar todas as pessoas que trabalham com ele.
Tenho reunido com a diretora de turma, com a professora de ensino especial e estou sempre disponível para reunir com qualquer professor para o efeito.
Não será de pensar que se a estratégia de um aluno tutor não está a funcionar, não teremos de delinear outra?
Claro que é mais fácil procurar culpados para a nossa frustração ou incompetência. É mais fácil concluir, sem ainda se ter começado, que o J. não consegue. Eu vejo as coisas de outra forma. Não é o J. que não consegue, se calhar é a professora que não consegue, não sabe... Pronto, aqui estou eu a deixar-me levar pelas emoções... Mas de facto é difícil.

Não consigo aceitar este tipo de atitude e comportamento por parte de um professor!
Estamos a falar da disciplina de Educação visual. É assim tão difícil adaptar o programa para uma criança com um PEI?
Se uma professora de matemática consegue motivar um menino como o J. que mesmo com a existência do programa, a resistência que os alunos têm, com a pressão dos exames... Vou deixar a história da professora de matemática para partilhar mais tarde. Sim, porque felizmente ainda existem professores com vocação para aquilo que fazem e que olham para estas crianças como desafios para serem ultrapassados, tal como estas crianças têm os seus todos os dias.

Leio e releio esta mensagem e tento perceber qual é a conclusão que devo tirar.
Tento perceber qual o intuito deste recado...
É só para meu conhecimento? - Em momento algum li a intenção de se reunir comigo para procurarmos uma estratégia nova. Ou até mesmo um pedido de "ajuda" para a dificuldade que está a ter em trabalhar com o J.
É suposto ler esta mensagem e apenas assinar que tomei conhecimento?
 

Bom, quanto ao caderno é um assunto bastante mais fácil de resolver!
Tratasse de um esquecimento no primeiro dia de aulas do 2º período depois das ferias do Natal que será corrigido e ultrapassado.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

EMOÇÕES


Será assim tão difícil entender que as emoções num adulto são diferentes das emoções numa criança?

E aqui nem faço distinção de crianças com "diferenças"!

Se num adulto, as emoções produzem determinados choques, nas crianças essas perturbações assumem um carácter muito mais sério.

Por natureza, por ser criança, as crianças encontram-se num período de instabilidade, devido ao seu crescimento, vive num desequilíbrio contínuo – por isso conseguimos ver uma criança passar do choro ao riso com uma facilidade enorme. Passar de uma actividade para outra com grande rapidez.

Se a vida familiar e emocional da criança não for positiva, não ser estável, a criança está sujeita e mais exposta aos choques emocionais que um adulto. Não dispõe de energia física, não possui resistência para suportar o aparecimento das emoções! Isto é grave, pois para além da gravidade da crise emocional, com tudo o que de mal trás sobre a vida infantil, é importante não esquecer que uma criança é desprovida de algo que podemos chamar de “clareza da inteligência”.

O adulto, ao sofrer um choque de emoção, procura conhecer a situação, e assim conseguir restabelecer o equilíbrio perturbado. A criança, não dispõe de compreensão suficiente para se orientar. Por isso o choque pode prolongar-se, através da sua hesitação, do seu medo, da sua desordem física e mental que a emoção produziu.

A variação da emoções podem ser de acontecimentos bons ou maus. Acontecimentos esses que podem ser de vários factores: responsabilidades em excesso, separação dos pais, mudança de escola, educação confusa por parte dos pais...

A forma como elas são encaradas e superadas, também dependem da personalidade de cada criança, mas nunca esquecendo que são crianças!

Se o choque de emoções for muito forte, se prolongar-se por um período muito longo, problemas sérios de saúde podem acontecer. Já para não falar de todos os efeitos secundários que isso pode trazer na sua personalidade como individuo: a timidez que leva a sérias dificuldades de adaptação, o sentimento de desamparo que pode originar agressividade reprimida, o desejo de agradar a todos, medo de não ter sucesso, levando a ser negativista em tudo aquilo que faz.

Tendo tudo isto em conta, é inevitável que as probabilidades de se tornar um adulto frustado e perturbado é maior, e por isso é importante preservar a saúde e bem estar das nossas crianças, nesta fase da vida. Fase esta que é única.

Para além de entender é assim tão difícil RESPEITAR?