domingo, 30 de novembro de 2008

POPO - o nosso Piolho Eléctrico

O Piolho Eléctrico, como eu o chamo, é um sucesso cá em casa, na rua, no skate park (Parque das Nações)... é resistente como assim é anunciado, mas com as voltas do João... 2 rodinhas já se foram! O João faz muito mais do que é suposto fazer-se com ele! RADICAL, sem medos e aventureiro inconsciente, é como chamo o meu Piolho Eléctrico. Essa inconsciencia permite-lhe viver as coisas como muitas pessoas não conseguem viver e sentir. Como podem ver no FILME... aí está ele!




" Para impulsionar o POPO, basta rodar continuamente o volante da esquerda para a direita e vice versa. Para recuar, basta rodar o volante 180º e continuar o movimento esquerda direita. Para parar o POPO, basta interromper a rotação do volante e, quando o carro abrandar, pôr o pé no chão para o fazer parar completamente, é facílimo. Encare-o como um Segway para crianças. O POPO pode percorrer uns divertidos, mas seguros, 2,8 metros por segundo; ou seja, mais de 10 km/h. Os miúdos adoram velocidade e este brinquedo dar-lhes-á exactamente o que eles precisam!

O POPO encontra-se disponível numa ampla gama de cores, de forma a satisfazer os mais diversificados esquemas cromáticos de qualquer criança activa. Os miúdos irão certamente gostar do seu aspecto, precisamente porque é colorido, reluzente e aerodinâmico, tal como um carro de corrida. As crianças vão adorar a velocidade que consegue atingir e, ao mesmo tempo, deliciar-se com as corridas de POPO's juntamente com os seus amigos.
O POPO é feito para durar: é fabricado com os mais recentes e sofisticados plásticos ABS de alta qualidade, resistentes e duradouros para miúdos enérgicos e sempre muito activos. Embora não pareça, é extremamente simples, tanto em termos de aspecto, como de funcionamento. É composto apenas por seis rodas, um assento, descanso de pés e um volante. Não tem pedais, volante e o melhor de tudo é que não precisa sequer de bateria."

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Material Didáctico Novo - TECLADO

É verdade que as nossas crianças, hoje em dia parecem que já nascem a saber mexer em TUDO E TODOS aqueles programas e botões bizarros do computador e do teclado.

Mas para ajudar o João, este teclado é mais fácil de usar, principalmente para quem está a dar os primeiros passos no mundo das novas tecnologias, e no nosso caso especifico, no Mundo das letras, palavras, frases e leitura.

Teclas maiores!
... Coloridas!

NÃO RESISTI... e com um preço acessível... 19,95€

É perfeito!

É muito didáctico - as teclas estão identificadas por cor de acordo com sua função.
É muito estimulador! O João adorou!



CARACTERÍSTICAS:

Kids Keyboard
Teclado de Aprendizagem para Crianças:


- Teclas com cores diferentes para melhor distinção de letras, números e símbolos para uma melhor aprendizagem e facilidade de uso.
- Teclas resistentes e de resposta rápida aos dedos das criança.
- Ajuda as crianças a rapidamente aprenderem as vogais, consoantes e números.
- Ligação USB

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mais uma crise - reicidente

Aparentemente, os autistas são saudáveis, são bonitos, fisicamente são perfeitos e à primeira vista são confundidos com pessoas “normais”!

Eles nem são tão complicados quanto parecem e dizem ser!
Mas nós, familiares e profissionais que estamos à volta deles observamos e estamos atentos a todos os seus passos, conseguimos compreender o que eles nos querem mostrar ou nos querem dizer.

De uma forma geral, precisam apenas de conviver num espaço organizado e estruturado, que favoreça a previsibilidade do seu dia.

É necessário respeitar o seu ritmo e compreender as suas necessidades.

Para os autistas é difícil compreender o sentido das coisas. Entram em crise e são agressivos, não é porque gostam de ser assim, ou porque nos querem castigar.

NÓS É QUE TEMOS DE ENTENDER E RESPEITAR O SEU ESPAÇO, O SEU TEMPO E AS SUAS LIMITAÇÕES!

Estou com este discurso todo, porque há muito tempo que o João não tinha uma crise. Muito tempo mesmo! Será algo que jamais se apagará da minha memória, mas... eu sei que, embora serão menos frequentes, é natural que por vezes não consiga evitar... e a culpa não é minha!... mas porque não consegui eu ler os primeiros sinais de que algo não estava bem?

Tudo começou numa festa de aniversário com meninos de cara pintada! Sem lhes ver o rosto, só pedia assustado:
- Quero ir embora!


Achei que era passageiro. Achei que devia insistir em fazê-lo enfrentar essa ansiedade.
Quando fomos embora, fomos jantar fora, um programa que adoram – fast food :o) – o João não quis comer nada e estava ansioso, inquieto, rabugento, implicativo, agressivo... mas achei que era o cansaço... um dia menos bom...??!!

Passamos entretanto num hipermercado – a última volta para irmos para casa – comprar iogurtes.
Insistiu que queria um camião enorme e caro. Tentei explicar que só podia comprar um mais pequeno e mais barato. Esse ficaria para o Natal. Explicação essa, que actualmente tem resultado, e ele aceita muito bem. Mas o dia realmente não era bom. Começou por uma birra, até que passamos para um ponto irreversível... uma crise.

Já nem estávamos perto do camião. Já nem era o camião!
A crise estava instalada... foi o descontrolo total:
- auto agressivo, mas mais agressividade contra mim, gritos, berros e frases fora de contexto... até que por fim desatou a vomitar.

Começou a ficar cansado e a crise foi desaparecendo.

Não se falou mais no assunto.

...e claro, as pessoas a olharem... não sei se já são os meus “complexos de perseguição”, mas senti aqueles olhares... "se fosse meu filho...", "que birra, que malcriado!"...

Apenas numa situação disse:
- Será que não existe ninguém que peça alguém responsável para ir buscar papel para nos limparmos? Ou estão à espera que eu limpe o que está sujo no chão?

Lá veio um senhor atencioso da loja, informar que já tinha chamado uma senhora da limpeza e nos trouxe papel para limpar o que era possível.

Sei que não devo, mas como mãe é impossível não me sentir culpada... como não consegui ler os sinais de que as coisas não estavam bem?

Concluindo, não podemos esquecer que os autistas são acima de tudo, crianças, adolescentes ou adultos e devemos proporcionar-lhes diversão e tarefas compatíveis com cada fase, espaço e tempo.

Os autistas têm dificuldades em entender o sentido de muitas coisas, que para nós são básicas! Dificuldade em sem entender o sentido das coisas, as intenções das pessoas, bem como existe dificuldade em entender coisas complexas ou abstractas!

Eles só querem que os aceitemos como eles são. Não querer mudá-los, aceitar como são, porque na verdade, aquilo que nos podem dar é muito... serem nossos amigos e sermos felizes.
...

Mensagem para P.

Mais uma vez recebi um mail de uma amiga, que não resistiu em partilhar comigo. E eu não resisto em partlhar convosco... uma realidade da nossa sociedade....

Crianças vêem
Crianças fazem...



Tirem as vossas conclusões.

Podemos contribuir... de uma forma POSITIVA!

Mensagem: AS MÃES SÃO O MÁXIMO!


Peço desculpa por este post tão pessoal.

Recebi um mail com o qual cá em casa nos identificamos muito.
Ainda pensei enviar directamente para algumas pessoas, mas... fica para aqui... e muitos Pais poderão ficar ofendidos, e para esses peço as minhas desculpas e peço um pouco de sentido de humor, mas pela minha experiência pessoal, sinto a necessidade de valorizar-me. A mim e as mães que têm a mesma luta que eu.

"Caminhava com a minha filha de 4 anos, quando ela apanhou qualquer coisa do chão e ia pôr na boca.
Ralhei com ela e disse-lhe para nunca fazer isso.
-Mas porquê? - Perguntou ela
Respondi que se estava no chão estava sujo e cheio micróbios.

Nesse momento, a minha filha olhou-me com admiração e perguntou:
- Mãe, como sabes tudo isso? És tão inteligente ...
Rapidamente reflecti, e respondi-lhe:
- Todas as mães sabem estas coisas. Quando alguém quer ser mãe, tem que fazer um teste e tem que saber todas estas coisas, se não, não pode ser mãe.
Caminhámos em silêncio cerca de 2, 3 minutos. Vi que ela pensava ainda sobre o assunto, e de repente disse :
- Ah, já percebi. Se não passasses o teste, tu eras o pai!
- Exactamente! - respondi com um grande sorriso na boca"

sábado, 25 de outubro de 2008

Um mimo ;o)

Este miminho foi-me oferecido pelas minhas amigas Anjo da Luz e Principezinho & Família
... e muito muito Obrigada.

* O vencedor recebe o prémio e deverá colocá-lo no seu Blog;
* Deveremos fazer referência à pessoa que nos endereçou;
* Enviar o mesmo prémio para 7 pessoas cujos os Blogues nos inspiram;
* Deixar um comentário nos Blogues que selecionamos, para que a pessoa saiba que foi presenteada e quem a presenteou.


Os meus Blogues de Inspiração:

* Vida com Pedro
* Pedro - Testemunho
* Águas Furtadas
* Lobitas
* Reino Encantado das Almofadas
* Estrumphando
* Aromas de Portugal

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

PLANETÁRIO


Mais um fim-de-semana alucinante, mas desta vez cultural!

Viajar pelo espaço e pelo tempo, conseguimos aprender a olhar para o céu com os nossos próprios olhos e descobrir os vários mistérios do nosso Universo.
No escuro do Planetário vimos as estrelas, a olho nú, a lua e os planetas! – MARAVILHOSO!

Tenho a sensação que ando a fugir ao tema ao qual deu origem este blog – autismo – mas por outro lado, parece-me que é uma forma de vos mostrar que podemos fazer com eles tudo o que se fazem com as outras crianças. E eles gostam, entendem e marca-os.

Por isso vou relatando aquilo que acho que seria impensável um autista fazer ou sentir... mas aquilo que concluímos é que estão sempre a surpreender-nos e por isso temos de continuar esta luta e, não desistir e ter sempre esperança!

“Os planetários são projetores especiais que mostram um céu artificial. Essas máquinas têm a capacidade de reproduzir o céu visível em qualquer parte do globo terrestre sem qualquer tipo de poluição e iluminação.
Dispondo de sofisticados e precisos componentes ópticos, mecânicos e eletrônicos, os planetários também reproduzem os principais fenômenos celestes visíveis a olho nu (movimento diário dos astros, fases da Lua, movimentos do Sol, estrelas cadentes, movimentos dos planetas, etc).
Utilizando recursos de multimedia, os planetários mostram ainda imagens ampliadas de diversos tipos de astros (planetas, estrelas, nebulosas, galáxias, cometas, etc).”

O João adorou ver as constelações! No caso dele Peixes, no caso do irmão José Touro! Não são os signos!!?? São as constelações! É fantástico perceber que entenderam a informação que lhes foi transmitida.

O João também queria ser o Dragão!
- Mãe quero transformar-me em dragão!

E simularam uma viagem planetária! - Foi delirante!
Pergunta o José:
- Se eu me levantar eu caio? – ahahahahha... eu própria tinha essa sensação!

“Considerando-se a variedade de meios, cenas e ambientes existentes no Universo, pode-se criar inúmeras apresentações sobre variados temas (pouso na Lua ou na superfície de um planeta qualquer, viagem até as estrelas, viagem pela Galáxia, viagem para outras galáxias, etc).
Combinando imagens do espaço, efeitos visuais com luzes e cores diferentes e ainda efeitos sonoros, os planetários permitem a realização de belíssimos shows que fascinam o público visitante.
Os planetários são montados em salas especiais de projeção. Eles utilizam como tela de projeção os tectos dessas salas, que são domos ou cúpulas.”

E lá estavamos nós sentados nas poltronas, todas encostadas para trás, para esquecermos que estavamos dentro de uma sala. Essa sensação é conseguida!

Para além de saber que o Sistema Solar vai fazer parte do programa do 3º ciclo, considero que para além de ter sido divertido, foi importante para a educação e cultura deles. De uma forma moderna, dinâmica e lúdica fizemos um programa diferente...
E nos nossos centros urbanos, que quase esquecemos que existem estrelas no céu, o planetário permitiu-nos conhecer um céu estrelado!

Foi simplesmente uma experiência fascinante e inesquecível para todos!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

KART’S

Conseguem imaginar o João a andar de Kart?
Sózinho?
Sem medo?
Sem receios?
Aventureiro e corajoso?

O José foi convidado para uma festa de aniversário no Kartódromo de Palmela.
Já pelo José achei que ele chegava lá e teria algum receio.

De repente vem o piolho do João e diz:
- Eu também quero!

Pensei de imediato:
- Ok. Levo-te, mas assim que ouvires os motores dos carros, as pessoas, a confusão e ainda tens de colocar um capacete na cabeça...


Já o imaginava agarrado às minhas pernas a pedir colo...

Quando chegamos lá, não me pareceu nada impressionado, mas vem a informação que é para mais de 6 anos e com mais de 1,50 de altura.

Ai como vou fazer agora? Tentei não me preocupar em demasiado. A excitação era muita, mas quando chegar a hora não se senta no carro....

Foi surpreendente...
Não vou descrever aquilo que senti, vi e vivi...


Mediram-no... estava quase no 1,50! ;o)) com boa vontade ahahaha... uma almofada nas costas...

Acelarar nas rectas, travar nas curvas... desviar-se dos meninos que se despitavam... dizer adeus quando passava por mim e ainda ouvir: - yupiiiiii!!!!

Vou colocar um pequeno filme e vejam com os vossos próprios olhos...




Aprendi que os kart’s vão muito além para aqueles que querem e gostam de acelarar, é também um bom local de lazer para toda a familia!


INFORMAÇÃO EXTRA:

* PREÇÁRIO DA PISTA JÚNIOR
Tempo: 15 minutos
Fins de Semana Feriados: 10,00 €


O menor deverá ser acompanhado por alguém seu responsável, caso contrário será necessário o preenchimento de um Termo de Responsabilidadel.



PISTA JUNIOR
Os mais novos também têm a sua pista de karting, onde podem viver as emoções de uma corrida "a sério". A assistência permante de um técnico permite às crianças divertirem-se com segurança, enquanto aprendem a conduzir e dominar um kart.Existe ainda um parque infantil e muito espaço para as mais diversas actividades ao ar livre, em pleno contacto com a natureza.


A escassos 40km de Lisboa e a 5 minutos de Setúbal

Morada:
HERDADE DE ALGERUZ

EMPREENDIMENTOS TURISTICOS,
2950 - 051 PALMELA
PORTUGAL

TEL: 265 538 500 / 265 538 504
FAX: 265 538 505 / 265 538 507
GPS: N 38.57957º , W 8.82954º

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Histórias Sociais - RECREIO


Tal como prometido...
Trabalhado nas férias... e agora a dar os seus frutos!

Podem fazer download no site de Actividades.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

EMOÇÃO - MORTE



Este fim de semana fui confrontada com a morte de alguém muito próximo e querido. Este blog não é para as minhas tristezas nem desabafos... mas fica aqui um tema em aberto para discutir:



Como informar uma criança sobre a morte?

Não é interessante, mas a verdade é que me vi confrontada com isso este fim-de-semana!
Será que o ideal é poupar as crianças desse tema, desse conceito, achando sempre que são pequenas para entender? O ideal é que cresçam sem medo?

O João ainda não entende... ainda não tem percepção de que a morte, seja de alguém querido ou até mesmo de um animal de estimação é mau, e será que algum dia terá essa percepção? Mas embora este blog seja para discutir sobre o tema do autismo, jamais esqueço que tenho outro filho, com 8 anos e que já sente a morte como algo ruim e angustiante. Por isso sinto-me uma peça fundamental para lhe explicar que a morte faz parte do ciclo natural da vida... por muito que neste momento não consiga eu própria interiorizar isso!

Não é que já não tenham tentado abordar o assunto cá em casa, mas sempre fugi a essa explicação. Agora não posso fugir mais, pois nem consigo esconder a tristeza que isso trás.

* Não possso dizer que a pessoa dormiu para sempre ou está a descansar para sempre, pois vai ficar com medo quando tiver que ir dormir.

* Não posso usar a expressão “foi fazer uma longa viagem”, pois não quero que pense que todos os que fazem uma viagem podem nunca mais voltar... ou que a pessoa morte poderá voltar um dia...

Desde criança fui muito poupada a estas situações... por isso hoje em adulta, me custa tanto aceitar e ultrapassar. Por isso sou da opinião que o José e o João não devem ser excluídos dessa experiência, para que eles próprios consigam criar a sua forma e o seu processo de luto. Viverem este processo sem lhes criar em qualquer momento um sentimento de culpa, medo ou trauma.
Neste caso, a pessoa em questão vai ser cremada, mas, habitualmente, o último adeus é o funeral. E se fosse o caso, deixaria eles optarem, de forma a que se não quisessem ir, não se sentissem culpadas por não ir. Mas essa decisão de irem, tem sempre que ser muito bem explicada, pois pode ser traumatizante todo o cenário que vão assistir.

Somos essenciais neste processo de crecimento. Temos de mostrar que somos fortes, que não temos medo e não lhes podemos poupar a esse sofrimento... caso contrário, mais tarde reagirão como nós, da mesma forma – com medo.

Eu sei que tenho de mostrar com naturalidade que este é o ciclo da vida e ajudá-los a lidar com a morte sem problemas.

Não está a ser fácil...


Não o deveria fazer aqui, mas fica a minha pequena despedida, para alguém muito querido!

“É mais fácil dizer ADEUS quando não conhecemos...
Tantas coisas que ficaram por dizer. Mesmo pequenas. Mesmo pouco importantes...
A morte atraiçoou a celebração do nosso reencontro. A morte matou as nossas palavras.

Não falaste, porque não podias, nem uma palavra, um gesto, um sorriso... ficou o silêncio em forma de dor.
Não choras porque tens os olhos fechados, mas eu chorei por ti e ainda choro sempre que me lembro de ti... a tua partida silenciosa faz-me chorar durante dia e noite...
Quero chamar por ti, mas apenas o silêncio responde-me.
Guardo dentro de mim a tua imagem, a memória daquilo que foste e tudo o que aprendi contigo.
A revolta da tua partida ainda está dentro de mim, como os dias são dias e as noites são noites. Sinto que te roubaram à vida num gesto brusco e cruel... nem sequer pude olhar para ti e dizer-te ADEUS nos olhos. Esse ADEUS perdura, vive, como a tua ausência, sentida e que ainda me custa a aceitar.
Não quero dizer ADEUS... quero ficar com a lembrança de como eras em vida. Quero apenas dar um sorriso e dizer até breve... de forma a pensar que não vais desaparecer para sempre.

As pessoas que amamos, mesmo depois de mortas continuam a fazer parte da nossa vida... estarás sempre eternamente no meu coração!
Estejas onde estiveres, sei que vais olhar por mim... e eu vou guardar-te sempre... fica a saber que existe um cantinho no meu coração que é só teu... eternamente teu.
Não perdi o meu Vitor dentro de mim... existirás sempre, ainda que através de todos os que estão vivos.
Aqueles que amamos nunca morrem... apenas partem antes de nós.

Da tua menina...
Sofia”

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Nova Escola



As férias terminaram. Novo ano lectivo, início das aulas = INSEGURANÇA.
Insegurança para o João? Nova escola, novos amigos, nova Educadora de sala, nova Educadora de Ensino especial – MUDANÇA...
Mas e nós PAIS?

Tudo altera-se também na nossa rotina! Terá sido a melhor escolha? Não tinha outra alternativa... novos horários, contacto com pessoas novas...

Então quando fui à reunião geral de pais. Sempre habituada a escolas privadas... nunca pensei assistir a algo tão assustador! Vi pais falarem uns por cima dos outros! Sem respeito pelas pessoas que vao tomar conta dos nossos filhos, que ajudam a educar...
Mas... não era suposto estarmos a falar das nossas crianças?
Quais os projectos?
Os objectivos?
Como funciona a escola?
Os trabalhos...
Apenas vi os pais a discutir sobre porque têm de pagar música para os seus filhos... porque é que é no horário escolar e não no ATL? Estamos a falar de um valor de 17€ para música e educação física!
Senti que perdia o meu tempo ali... estava no sitio errado... aquela escola não está preparada para receber o meu filho...

Mais tarde falei com a educadora de sala, e mais tarde com a educadora de ensino especial, e confesso que estou mais tranquila... mas sempre ansiosa, preocupada... é tudo muito diferente. Por isso também esta mudança deixa-me insegura...

A própria segurança da escola deixa muito a “desejar” – falta de auxiliares... o problema de todas as escolas públicas.

O João não pode entrar antes das 9 da manhã na escola! Quem os recebe é a Sr. da copa da cozinha! Nada tenho contra... mas cada um tem a sua função e especialidade. Esta não é com certeza a dela. Para além de que é ela sózinha que recebe os meninos desde o jardim de infância até aos meninos do 4º ano... ATERRORIZADA, foi como me senti. Impotente para proteger o meu menino. Tenho o meu pai desempregado... recorri a ele... o que me deixa muiiiiito mais tranquila. Mas isto não é solução!

Mas não posso desistir! Não posso voltar atrás. O João tem de estar preparado, tem de ser preparado para as mudanças e a saber defender-se e cuidar-se de si próprio!

Mais uma etapa nova nas nossas vidas.

Entretanto vou colocar disponivel o caderno que fiz com a Ana da APPDA – Histórias Sociais – que acho que ajudaram muito o João.
Já diz que tem um amigo que é muito rebelde! Ahahahah – estas são as palavras dele!
Ele tem um amigo? E sabe o nome dele? E usa um adjectivo para o “classificar”??? ahahahahaa...

Nem tudo é bom...
Nem tudo é mau...

“Diz-me, e eu esquecerei; ensina-me e eu lembrar-me-ei; envolve-me, e eu aprenderei.”

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Rubifen: outra vez!?


A propósito de um comentário, e sabem que não respondo aos comentários, não por falta de vontade, mas depois não fariamos outra coisa. E a intenção é deixar-mos o nosso "contributo" da melhor forma que sabemos.
Mas inevitavelmente, este dá para tema de conversa: em função da decisão que tomei quando foi dada a nova medicação ao João - Rubifen -, e a que tomei neste momento.

"(...) Também tenho um filho com PEA com 5 anos e o caminho que temos percorrido não tem sido fácil, mas com empenho, dedicação, com o apoio de uma equipa de técnicos excepcionais e devido à própria personalidade e capacidades do meu filho, a evolução tem sido surpreendentemente positiva. Começámos este mês a dar-lhe rubifen. Ele está a tomar 5mg por dia, pois ainda não tivemos coragem para dar 10 mg e, à partida, a concentração tem aumentado sem grandes alterações do humor( fizemos uma experiência em Agosto com Ritalina LA e a reacção dele foi péssima pois acentuou a componente autística e tornou-o quase disfuncional). Como é que o João tem estado a reagir ao rubifen?(...)."

Alguns comentários foram deixados com várias opiniões. E nós como pais, só nós, sabemos que decisão tomar ou não tomar.
Efectivamente Rubifen é um medicamento com muitas contra indicações. Poderá ter os seus lados positivos, mas como mãe penso sempre que seria melhor não precisar.

Como toma o Risperdal, e esse sim eu não desisto! Não existem palavras para descrever a ajuda que tem sido, o mesmo não digo do Rubifen - não tenho opinião definida...


Estamos a falar de um menino de 5 anos. Queremos o quê? Que perca a sua própria personalidade para o podermos transformar naquilo que consideramos ideal?


Como nas férias não toma, nem aos fins de semana, falei com a Educadora de Ensino Especial (da qual mais tarde falarei com o maior respeito com que fiquei, mas que não tem sido oportuno), e perguntei o que ela achava de eu não dar o remédio ao João. Se ele está a conseguir as coisas, com o seu tempo e espaço, mas vai conseguindo... porque não respeitar isso!?
Fiquei surpreendida com a resposta. Estavamos em sintonia.

Porque não dar uma oportunidade ao João de ser quem é e mostrar o que consegue?


Ficou então acordado o João não tomar o Rubifen. Sempre atentas às suas atitudes comportamentais, mas pensando sempre e questionando sempre: "vale a pena dar o rubifen?"

Ficou combinado que toda a atenção vai ser prestada, mas permitir primeiro o João dar-se a conhecer, sem medicação. Vamos dar-lhe essa oportunidade...

Resultados? Precoce dizê-lo... mas não temos sentido falta do medicamento :o)

Por isso... tudo passa por uma reflexão, ponderação, dedicação e acima de tudo alguma sensibilidade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pronto para deixar a fralda?


Não há uma idade certa para deixar a fralda.
Há condições inerentes à própria criança, no entanto todas as capacidades estão reunidas entre os 18 e os 36 meses! ...

Deixar de usar a fralda é um marco fundamental no desenvolvimento, e como tudo, deve e é uma conquista da criança.

Sim, estamos fartos de ouvir: “Cada criança tem o seu ritmo!”, mas o tempo passa e a ansiedade aumenta! Não é fácil interiorizar isso, quando vemos o tempo passar, passar.... mas continuo a ouvir: tempo... é preciso dar tempo ao tempo!

... e damos, pois não vale a pena forçar!

A protagonista aqui é a criança e não nós. Não é quando queremos, é quando ela está preparada. A conquista tem de ser da criança e não uma imposição dos pais.

Esperar... é a palavra certa... esperar que a criança dê os primeiros sinais de ter maturidade suficiente.

Deixar a fralda depende de aspectos fisiológicos, mas não só. Também os cognitivos, os psicológicos e emocionais.

Será sempre um grande passo e terá de estar preparado para isso.

O João começou a estar grandes períodos com a fralda seca.
O melhor sinal foi começar a acordar de manhã com a fralda sequinha!

Vamos começar o processo? O ano passado foi um fracasso... mas não podemos desistir! O João está sempre a surpreender-nos!

E não é que surpreendeu mesmo!!! ;o))
Eu estou orgulhosa, o José está orgulhoso, mas o mais importante é a importância que isso passou a ter para o João!

O desejo de agradar a mãe, ao irmão e dizer:
- Fiz xixi na sanita! – e sentir-se orgulhoso por isso!

Do xixi, ao cocó foi um passo muito rápido.
Tomar atenção àquela posição.... espera João grito eu... rápido, aguenta!
- Boa! Dá cá mais 5!

Quando viu a primeira vez... o seu orgulho e admiração foi tão grande que...

É mais uma conquista do nosso João!

Tem 5 anos!
... e então?

De manhã só diz:
- Mãe vou fazer cocó!

E aqui fica a resposta:
Estou pronto para deixar a fralda!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O importante em cada vitória foi a emoção

"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas.
O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."
(José Saramago)

Agradecimento

Há momentos onde a tristeza ultrapassa a doce alegria que nos acompanha e explodimos em choro.
Há momentos onde a desistência fala mais alto, porque sentimos apenas um vazio sem perspectivas restando apenas a entrega.
Há momentos onde o cansaço excede o conforto e a esperança de estar bem.
Há momentos onde somos obrigados a dar limites, quando na realidade gostaríamos de seguir livres pelos caminhos que escolhemos.
Há momentos onde falar mais alto parece ser mais importante que calarmos na doçura do silêncio e da compreensão.

Há tantos momentos!

Há momentos bons também, claro!
Onde a alegria, energia, brilho da vida se fazem presentes.

Mas esse é o momento que parei para analisar os que doem, peguei esses porque nos últimos tempos, vocês estiveram presentes na minha vida.

Deram-me o vosso ombro, colo, ouvidos, falaram, calaram-se dividindo as forças, a dor, choraram comigo...

E agora, este é o momento que, quero agradecer todo o carinho e a dedicação que têm demonstrado com a minha vida.

Foram, têm sido e serão muito importante...

Obrigado a todos que têm estado ao meu lado nesta luta.
Obrigado por fazer parte de minha vida!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Blog Brilhante


Obrigada pikenatonta por este prémio!!!"

"A maior recompensa do ser humano é que, enquanto os animais sobrevivem ajustando-se ao meio em que vivem, o homem sobrevive ajustando a si próprio." (Ayn Rand)

As regras são as seguintes:

1 - Aquando da recepção deste prémio deve criar uma página que o mostre, e citar o nome da pessoa que o ofereceu, indicando e criando o link para o seu site ou blog.

2 - Procurar um mínimo de 7 blogs ou sites que você ache que brilham pelo tema ou pelo seu desenho. Citá-los na página com os links e avisá-los de que eles obtiveram o prémio "Brillante Weblog". Qualquer pessoa doutro site ou blog pode oferecer o prémio a alguém que já o tenha recebido.

Os nomeados são:

1.Grilices
2.Águas Furtadas
3.Somos todos iguais
4.Lobitas
5.Estrumpfando
6.Gotinhas de Luz
7.Os aspergers são incompreendidos

Queria nomear muitos outros...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Jogos Didácticos - PORQUÊ E PARA QUÊ?


Coloca-se a pergunta:
Porque me dou ao trabalho de construir jogos para o João?

Os jogos didácticos não são apenas uma forma de diversão. São também uma ferramenta no processo de ensino versus aprendizagem.
Os jogos estimulam o desenvolvimento cognitivo, e de uma forma divertida e descontraída é possível ensinar a respeitar as regras e a conviver socialmente.
Toda a sua concentração aumenta e possibilita, por isso, um melhoramento na capacidade de analisar e elaborar estratégias e desenvolver o raciocínio.

É possível aprender divertindo-se.
Por isso não páro... e partilho... porque o sucesso é garantido!

Muitas vezes vivemos obcecados por educa-los e fornecer-lhes toda a estrutura necessária para a sua vida futura que esquecemos que ainda são crianças! E como tal, como qualquer outra criança, quer é divertir-se! E por isso, se algumas actividades, alguns jogos não são adequados para crianças que sofrem de autismo, há que fazer e tornar esses jogos divertidos para crianças com este diagnóstico.

Os jogos e/ou actividades podem ser feitos na escola ou em casa... Em qualquer lugar!

Os jogos podem ajudar não só a desenvolver as competências cognitivas, como também as competências sociais...

... ou até mesmo só para ser um bom momento!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Programa na TVI


Recebi uma mensagem: “21 de Julho às 21 horas! Um programa sobre autismo.”
- Boa! – pensei instantaneamente!

Esperei ansiosa que começasse, e fez-se silêncio assim que começa o programa. Não estava à espera que fosse um programa com grande tempo de antena, mas que focasse os aspectos fundamentais desta doença, o que é preciso e falta neste País, para que seja possível a integração destas crianças da melhor forma na nossa sociedade!

Quando termina o programa... senti-me frustada.

Como é possível até a comunicação social deixar-se influenciar? A informação deveria ser isenta, REALISTA...

NÃO FOI NADA DISSO QUE VI...

Vi o problema destas crianças abordadas de uma forma fútil, estéril...
1. Vi uma associação a falar sobre o assunto...
2. Vi uma psicóloga a falar como ajuda um menino autista...
3. Vi uma instituição a falar sobre a decisão de uma mãe colocar o seu filho na instituição internamente...
4. Vi o responsável da primeira escola ABA em Portugal a falar com orgulho sobre a sua obra...

Agora comento eu:
1. Existem associações que ajudam pais com crianças com este diagnóstico... não só o Diferenças, como temos o Cadin... associações com um poder de resposta e de esperança enorme! Que nos lembra que não estamos sózinhos, não somos os únicos e todos lutamos pela mesma causa. MAS POR ACASO FALARAM SOBRE QUANTO CUSTA UMA CONSULTA NUMA INSTITUIÇÃO DESTAS? QUANTO CUSTA UMA CONSULTA COM O NEUROPEDIATRA, UMA CONSULTA COM A PSICÓLOGA, UMA AVALIAÇÃO??? E quando uma mãe faz um esforço enorme mas não consegue? É insustentável a conta ao final do mês. No meu caso pessoal tive de desistir. Até hoje não me foi perguntado porque nunca mais frequentei a associação! Não existiu a menor preocupação com o futuro desta criança... Na altura ainda falei na questão de ter de desistir... podia preencher uns papeis que levam meses a ser analisados... até lá podia suspender as terapias, ou pagar até a aprovação de ajuda nos tratamentos. Como já perceberam, quando se trata dos meus filhos, não sou mulher de ficar de braços cruzados. O meu filho não podia ficar à espera da aprovação da tal ajuda...
2. Quantos mais podem pagar a uma psicóloga para ensinar o seu filho a ser o mais possível independente? Até consegui perceber como conseguirei eu própria fazê-lo... mas não tenho uma empregada que me possa nos primeiros dias, ou de vez enquanto, controlar se tudo está a correr bem!
3. Existem mães que encontram a solução na colocação do seu filho numa instituição como interno. Não vou dizer que fico chocada... é quase como passar essa responsabilidade para outros. Vejo como uma recusa de aceitar o problema... mas consigo respeitar, pois sei o quanto é desgastante estar com uma criança com PEA... mas mais uma vez fica aqui a questão... se eu quisesse tomar essa decisão... também não o poderia fazer... por acaso falaram do custo que é apresentado ao final do mês para manter uma criança numa instituição destas?
4. A primeira escola ABA em Portugal é realmente um projecto fabuloso... mas quantas e que crianças vão poder usufruir desse ensino? Que crianças vão poder frequentar essa escola? Com certeza que o responsável deste projecto, da construção desta escola quer reaver o seu investimento... portanto, mais uma vez pergunto. Quanto custará poder ter uma criança nesta escola tão inovadora e tão importante para estas crianças?

Então e onde é que estão os pais e as crianças que não têm este poder de compra... mas que os problemas e necessidades são as mesmas?

Sei que tenho de olhar para esta reportagem como mais um passo positivo pela divulgação do autismo. Mas soube a pouco... muito pouco... pois os casos que mostraram estão muito longe da realidade... se queriam falar do que existe para ajudar as crianças, até entendo, mas teria sempre que ser abordado os custos dessa ajuda! - e vi maioritariamente adultos e não crianças. Quantas crianças existem em Portugal com este diagnóstico? E os apoios? Apoios para quem não tem possibilidade de frequentar umas destas instituições!?

Chego à conclusão que o futuro destas crianças pode ser sempre melhor mas só acessível a alguns – só a quem pode pagar.

Existem tantas educadoras no desemprego, com vontade de exercer a sua profissão, com dedicação suficiente para se especializarem e fazerem muito por estas crianças – basta irem a vários fóruns e constatarem algumas.

A ciência prossegue e batalha para entender e conseguir obter uma resposta, mas é necessário pensarmos que a vida destas crianças, a sua independência, autonomia e integração na sociedade não tem preço.
Não me importaria de vender a casa, tudo o que tenho para conseguir isso para o meu filho, mas e quando não se tem nada para vender? Que alternativas restam?

É preciso olhar para toda esta questão com outros olhos, e era disso que estava à espera desta reportagem da TVI. Mostrar a realidade e das dificuldades que os pais passam para conseguir o melhor para os seus e uma verdadeira reportagem sobre o autismo...


sábado, 19 de julho de 2008

***


Sinto um vazio...
Não é uma depressão, não é uma tristeza...

É fácil dizer: "O problema está na tua cabeça! - se tentares vais conseguir sair desse estado!"

Como se eu fosse uma fraca...

Estou a perder as forças...
Estou a perder o interesse pelas minhas tarefas diárias.
Estou a perder a esperança.
... sinto-me impotente...

Acordo várias vezes à noite... sem perceber o que se passa?!
Não consigo concentrar-me... tomar decisões...
Sinto-me lenta... cansada... agitada ao mesmo tempo... e tudo é capaz de me irritar!
Quero fugir do Mundo... quero estar sózinha!

Estou cansada... perdi a minha energia...
Sinto-me uma pessoa sem valor...

Estou sem conseguir dar resposta a todos os problemas que estão a surgir: doença, familiar e trabalho...

Não é suposto estar aqui a falar de mim... mas... às vezes... sinto necessidade que me perguntem como estou...

Não quero sentir-me assim... não queria sentir esta dor... o tempo cura tudo... eu sei... mas neste momento? neste momento o tempo passa... passa... passa... mas a dor, a frustação continuam aqui...

Gostava de ser como algumas pessoas... aquelas pessoas que têm o dom de resolver todos os problemas. Deve ser um talento especial... se alguma vez tive esse talento... acho que perdi o meu.

Já passei por momentos tão dificeis... quando foi diagnosticado o problema ao João, todo o meu mundo desabou pela 2ª vez. Mas aguentei! Neste momento sinto-me tão vulnerável... não vejo a famosa luz ao fundo do túnel...

Sou pessimista... mas esta é a minha realidade!

Não quero desistir... mas está a ser muito dificil aguentar toda esta pressão a que estou sujeita!

Sinto as portas a fecharem-se.
Rio-me de desesperada.
Todas as palavras amigas são irritantes.

Só quero ficar sózinha... bem sossegada... mas não posso, porque existem pessoas que dependem de mim... e tento ser presente, mas na verdade o que desejo é estar bem longe...


Estou numa fase em que as lágrimas correm pelo rosto sem aviso prévio...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

9 yr old David Militello - 2008 America's Got Talent

"Enfrentar os obstáculos e fazer alguma coisa em relação a eles. Descobriremos que eles não têm metade da força que pensavamos que tinham." (Norman Vincent Peale)

Recebi um mail da APPDA Lisboa com um link para este filme.
Escusado será dizer que me emocionei... e mais uma vez aqui... ganhei forças e coragem para continuar. E acima da tua, reforcei a minha esperança de que tudo vai correr bem, de que tudo é possivel.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

CCPE - Centro de Actividades Culturais e Educativas

As férias chegaram.

E as preocupações onde vamos deixar os nossos meninos aumentam.
Espreitem este site - www.ccpe.com.pt

Recomendo. Não só para semanas de férias, como também têm workshops ao fim de semana.
Workshops dirigidos a adultos pais, adultos educadores, crianças ou para ambos ao mesmo tempo!

O José já foi a um... ehehheheh :o))


"O CCPE é um Centro de Actividades Culturais e Educativas para todas as idades localizado no Bairro Alto. Um projecto que visa estabelecer uma ponte relacional e de intercomunicação entre o ensino/aprendizagem e a criatividade, importando todas as competências que a arte proporciona e desenvolve no indivíduo. Pretende-se, assim, dar a conhecer ao aluno as mais valias que a arte proporciona e o modo como essas poderão influenciar produtiva e construtivamente as áreas escolares e humanas.

Nesse sentido o CCPE está dotado de um leque de serviços respeitantes a ambas as áreas - artística e escolar.

Na Área Escolar encontra: Apoio escolar - Explicações - Digitação e Revisão de Textos - Português Língua Estrangeira

Na Área Artística:
Aulas de Música - Guitarra Portuguesa - Guitarra Clássica - Guitarra Clássica - Bateria - Tablas - Canto - Formação Musical - Percussão Criativa; Aulas de Teatro - Iniciação ao Teatro - Interpretação - Movimento Cénico - Concepção de Cenários e Figurinos - Caracterização - Voz - Guionismo; Aulas de Pintura; Aulas de Dança - Ballet Clássico - Contemporâneo - Moderno - Barra no Chão - Hip Hop - Dança Criativa."

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Comunicar com sucesso

É muito importante para o João sentir que é compreendido.
A partir do momento que o conseguiu a sua frustação diminuiu, a sua sociabilização aumentou... ajudou-o a crescer!

Para muitos autistas esta é uma área muito dificil.
Seja pela distração, dificuldade de processar a informação oralmente, manter a atenção e organizar a informação que está a receber.

Esta dificuldade e/ou incapacidade de comunicação leva por vezes a comportamentos inapropriados: o bater com a cabeça, o gritar... - comportamentos que diminuem e/ou desaparecem conseguindo ultrapassar esta dificuldade.

Qualquer que seja o método escolhido, o objectivo terá de ser o possibilitar a criança conquistar independência, encorajar a iniciativa, estabelecer uma comunicação espontânea, conseguir expressar as suas vontades, necessidades, pensamentos, sentimentos em situações diferentes e com pessoas distintas.

Se conseguirmos isto antes de atingir os 6 anos, as possibilidades de desenvolver a comunicação e se tornar numa criança de "bom funcionamento" aumentam.

Existem várias formas de conseguirmos este sucesso na comunicação:
* A parte visual funciona muito bem com o João. Quem consegue prender a atenção visual do João, consegue captar a sua concentração.
* Em brincadeira, criar situações de escolha: qual é o brinquedo que mais gosta e o que não gosta.
* Encorajar a brincadeira que implique a interacção com o outro.
* Nas actividades, nas brincadeiras, com o João funciona também muito bem, inclusivé em situações de crise - a música - se juntar a música, é um sucesso!
* Não deixar tudo ao seu alcance imediato - vai encorajar a comunicação.

Não querendo substituir a fala, existem alternativas de comunicação.
Servem como complemento e facilitador de verbalização de uma forma eficaz:
* Gestos
* Comunicação com objectos e fotos
* Fotos de simbolos com palavras
*...

Nota: muitas vezes as fotos tornam-se abstratas, e por isso, no inicio, deverão ser usadas com objectos que elas representam.

Por exemplo: colar a foto de um PEC num copo e associar para pedir um copo de água.

Eu tenho várias caixas com estes Pecs, em que o João pode ir buscar sempre que quer pedir algo que não consegue exprimir ou comunicar.
Também uso para aplicar nos calendários.
As caixas estão divididas por temas: brinquedos, comidas, acções, utensilios...

O João tem um horário onde retira o cartão com a foto da actividade que vai exercer e coloca-a no local onde deve ir.
Por exemplo, retira o cartão de ir à casa de banho e coloca-o no lugar com o mesmo símbolo (no nosso caso, na porta da casa de banho).

Quando essa actividade termina, volta ao horário e vê qual é a próxima tarefa para realizar
Ao inicio faziamos esta utilização em conjunto. Neste momento é independente... e praticamente não necessita deste horário porque a rotina está a ficar interiorizada.

A verdade é que a utilização deste método traz tranquilidade para o João e ajuda na compreensão e na comunicação.


Vamos ver um exemplo dos passos para lavar os dentes:
* abrir torneira
* colocar pasta na escova de dentes
* escovar os dentes

* passar boca por água
* fechar torneira

* limpar a boca

Esta organização ajuda o João a entender o que esperamos dele e torna-o mais independente.
Podemos utilizar imenso material visual: para ensinar a fazer café (tenho de fazer este... ehehheeehhe), hora de fazer xixi, pôr a mesa para o jantar, para o almoço, etc..

Ao mesmo tempo do horário de actividades, utilizamos o horário semanal e o mensal. Que já referi que é um sucesso cá em casa!

Ajuda o João, e não só (!!!!) para se situar em que dia da semana se encontra e o que fará nesse dia e nos próximos.
Podemos tirar fotos aos locais e às pessoas
que fazem parte da vida das crianças ou associar uma imagem, para que consiga entender para onde vai.

"Hoje vamos a casa da avó" e mostro a foto da avó
ou a imagem associada à avó.


Para este método resultar é necessário existir consistência e corência: deverá ser utilizado em casa, na escola e nas actividades diárias.

Jamais esquecerei que a primeira "língua" do João foi a visual, e por isso partilho esta informação.
E toda a sua capacidade de memorização e captação de atenção continua a ser a visual, por isso continuo a utlizar este método.

Não existem limites para a utilização deste método! Apenas temos de usar a nossa criatividade!


Todos os objectivos traçados são alcançados como se fosse uma escada e subimos degrau a degrau - o João está a chegar ao topo!


terça-feira, 1 de julho de 2008

Calendários

É um sucesso cá em casa, por isso tenho de partilhar...

Podem fazer download dos vários calendários em: PartilharOmbroAmigo-PECS


Informação sobre calendários retirado do site EDIF - Projecto de Intervenção Multideficientes

Os calendários são constituídos por símbolos que estão organizados de forma sequencial e que representam actividades a realizar, auxiliando a criança com multideficiência a compreender o que vai fazer.

Os símbolos utilizados no calendário podem ser palavras, imagens ou objectos e a sua escolha depende das capacidades visuais e cognitivas da criança.

Antes de se utilizar este sistema é necessário estabelecer rotinas diárias e conhecer as capacidades comunicativas, visuais, motoras e cognitivas da criança.


Existem vários tipos de calendários:

* Calendário de antecipação
– permite à criança antecipar os eventos ou as actividades que vão acontecer a seguir.

* Calendário diário – permite à criança conhecer as actividades que vai desenvolver ao longo do dia.
* Calendário semanal – permite à criança conhecer as actividades que vai desenvolver ao longo da semana.

* Calendário mensal – permite à criança conhecer as actividades que vai desenvolver ao longo do mês.

* Agenda – permite à criança conhecer as actividades que vai desenvolver ao longo de um conjunto de meses, período ou semestre.


Sugestões relativas ao uso de calendários:

- utilizar os calendários em vários ambientes (salas de aula, ginásio, casa...);

- conversar com a criança acerca das actividades organizadas sequencialmente;

- explicar que as actividades se realizam umas a seguir às outras;

- aumentar gradualmente a quantidade de actividades expostas no calendário;

- criar oportunidades, sempre que possível, para que a criança seleccione o objecto que deverá representar a actividade;

- utilizar o calendário para explicar a razão de determinada actividade não se realizar;

- adicionar informação em relação à actividade (por exemplo: local, com quem...);

- usar o calendário para despertar a curiosidade da criança, introduzindo novos tópicos para simbolizar novas actividades;

- utilizar o calendário para fazer perguntas, comentários, pedidos, etc. acerca das actividades realizadas.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Aceitar a diferença


Nas minhas infinitas pesquisas sobre autismo, sempre na tentativa de saber mais e mais, para conseguir fazer melhor e melhor, encontrei esta imagem e achei maravilhosa!

Alguns insistem em dizer que este blog é um blog pessoal, em que é onde exprimo os meus sentimentos, as minhas emoções, mas continuo a afirmar que estão errados. Nem um jornalista consegue ser isento nas reportagens que faz, nos artigos que escreve. E eu sou humana, mas o objectivo deste blog não é expor-me como ser humano, mas sim de partilhar informação sobre este tema para que com o máximo de informação disponivel consigamos os melhores resultados possiveis.

Cada criança é um caso, cada criança tem as suas próprias caracteristicas, mas muitas vezes ao ler as experiências partilhadas por outros pais consigo ter "imaginação" para novas estratégias.

A existência deste blog não é para elogiarem o meu trabalho, não preciso que me dêm os parabéns pelo meu trabalho, não sou nenhuma vitima, não sou nenhuma heroína... esta é a minha missão, minha OBRIGAÇÃO como mãe.

E assim vou continuar... e aqui vou continuar a partilhar tudo o que sei, para quem achar que sai daqui a ganhar com a informação que disponibilizo - informação, estratégias, actividades, jogos didácticos, pec´s ...

O que constato é que autismo me parece um tema que está na moda. Ou é mesmo a sociedade que acordou para esta realidade? Não consigo ainda chegar a uma "conclusão"...

Se pergunto às pessoas se sabem o que é... Autismo...??!!! Já não é uma palavra desconhecida. Mas não sabem o que é. Já ouviram num filme, numa revista... e depois a ideia que fica não corresponde à verdade. Pois esses filmes, esses artigos, dão a ideia que autistas são pessoas muito inteligentes em determinadas áreas, ou então que são pessoas fechadas no seu próprio mundo.

A verdade é que até eu tenho dúvidas!
As únicas certezas que tive foi que aos 2 anos era suposto o João falar, conversar, rir... mas com 2 anos não falava, não brincava e isolava-se... tivemos sorte... alguém nos falou na possibilidade de o João ser diferente. Começou a ser colocada a hipótese do diagnóstico ser Autismo. Fomos bem reencaminhados e foi diagnosticado... a tempo de podermos fazer alguma coisa e de revertermos (minimizar!!) a situação.

Não existem curas, mas quanto mais cedo é feito o diagnóstico, quanto mais cedo começar a ser trabalhado e estimulado, maior a probabilidade da taxa de sucesso. E o factor sorte... nesta idade o diagnóstico não é definitivo... e eu acredito que o João vai sair deste diagnóstico...

Mas nem todos têm a nossa sorte... e quando se ouve a palavra autismo... ficamos assustados!
Porquê? Como? Qual é a causa? ... - apenas sabemos as consequências... a sociabilização fica comprometida, a comunicação... a imaginação!!!!

Mas com tudo isto, quero apenas defender o que muitos outros pais defendem. O que muitos outros educadores defendem. O que os próprios autistas, que com as suas limitações conseguem vencer e ultrapassar as dificuldades e barreiras que lhes vão surgindo... RESPEITO. Respeito pela diferença. A grande dificuldade que nos surge, já não são as dificuldades caracteristicas próprias do autismo, mas sim a aceitação, o respeito e integração na sociedade.

E como mãe de uma criança com estas caracteristicas, vou lutar e não vou baixar os braços.

E também mais uma razão para a existência deste blog...

Desconhecemos as causas... mas com o avanço da medicina, fica a esperança de conhecermos mais, e permitir fazer um diagnóstico o mais cedo possivel... e assim o mais cedo possivel trabalharmos.

No meio do "azar" temos sorte... o caso do João não é dos mais graves.
Existem autistas que não falam, não olham, não mostram interesse nos outros... o João passou por esta fase, mas felizmente, como muitas vezes o descrevo, essa fase está ultrapassada! Dizem os especialistas: autistas de alto-funcionamento. Se é isso ou não, não vou confirmar, pois não foi esse o diagnóstico dado, mas a verdade é que o João já fala, mostra interesse em aprender e está com menos dificuldades na integração, e acredito que vai conseguir especializar-se numa profissão e criar vinculos com as pessoas.

O que me deixa mais revoltada é que tudo isto é possivel, seja qual for o grau... basta ter um tratamento acompanhado por profissionais competentes, credenciados, com conhecimentos especificos nesta áera e é possivel desenvolverem todas as suas potencialidades para lhes permitir serem o mais independentes possiveis.

É um direito que têm!

Mas não é a nossa realidade.
No caso do João com a grande ajuda de familiares (avós maternos) temos conseguido esse apoio, e não baixamos os braços... e os resultados estão à vista. E por isso não desistimos, e será sempre o nosso grande investimento!

Infelizmnte nem todas as crianças têm uns avós como têm os meus meninos. Muitas vezes não se trata de capacidade finaceira, mas de sacrificios financeiros que são capazes de fazer para que isto seja possivel. E aqui tenho de reconhecer, tenho de me expor, somos uns priveligiados!

É dificil entender quando vemos uma criança a gritar, sabe-se lá porquê, sem expressão, e passar por cima de tudo que lhe aparece à frente... não se comporta como a sociedade exige que se comporte... e por isso é rejeitada... e em vez de estarmos a ajudar, estamos a piorar...

Não é por escolha própria que brinca sózinho, não é tímido nem calado. Não é uma criança dificil, nem mimada.. Não são acessos de raiva por qualquer coisa que quer... é dificil entender isto... eu própria tenho dificuldade em entender.

A experiência já me permite perceber e compreender quando o é ou não... mas quando somos "ignorantes" na matéria, não podemos logo rejeitar e excluir!

Só quero que a mensagem passe... e que com ela se consiga que sejam aceites como são, com as suas caracteristicas próprias, mas não deixam de ser individuos, um ser humano, com capacidades, com sentimentos e como tal merece respeito como individuo que é... mesmo sendo autista!

Apenas temos de aceitar o que é diferente. E infelizmente a nossa sociedade, hoje e sempre, as diferenças incomodam o ser humano.
A sociedade rejeita o que é diferente na forma de agir, no pensar, como se comporta, seja essa diferença física ou mental.

Isto tem uma explicação. Faz parte da natureza. O animais também o fazem. Rejeição do que é considerado uma fragilidade da espécie. Mas nós temos o privilégio de sermos animais racionais! Por isso capazes de aceitar e tolerar.

E eu no meu papel de mãe... tento divulgar ao máximo e consciencializar sobre o tema.

... PASSO AGORA A PALAVRA... ;o)

Terapia da Fala

Começou uma nova etapa.
Já acerca de 2 meses que todas as 6ªs feiras o João vai entusiasmado - Terapia da fala - é muito engraçado.
Já vai sózinho para as sessões... a mamã ou o avô ficam cá fora.

Diz-nos o João quando vê a Drª F.:
- Fica aí à espera! Eu vou trabalhar!


E ali ficamos nós... e no final falamos com a Drª F. que nos informa sempre que ele se portou muito bem.

Tem algumas dificuldades, mas é na compreensão.
- Como se chama o teu melhor amigo?
O João não sabe definir melhor amigo! - O que é isso de melhor amigo?

Talvez com os jogos, as actividades, os diálogos e o tempo ele consiga compreender esses conceitos.

Das pesquisas que fiz na net encontrei isto sobre terapia da fala...
Achei muito vago, mas... fica aqui registado.... E por nós: está a funcionar! ;o)

"Terapeuta da Fala é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, tratamento e estudo da comunicação humana e perturbações relacionadas. Neste contexto a comunicação humana engloba todos os processos associados à compreensão e à produção da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas apropriadas de comunicação não verbal."

"A intervenção do terapeuta da fala (terapia da fala) tem uma dimensão técnica mas também uma dimensão relacional e social, tendo como objectivo levar o paciente (de acordo com as suas possibilidades) ao nível óptimo de funcionamento e de comunicação que corresponda ao seu meio social, educacional e profissional no sentido de alcançar ou manter tanto quanto possível a sua autonomia."

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Festa Final 2008 - mais uma conquista

"A esperança adquire-se. Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora." - Georges Bernanos

A festa final do João foi um sucesso! Sinto que toda a luta com a esperança que tudo vai correr bem, vale a pena.
O João pela primeira vez, quando entrou no palco não entrou em crise, não entrou em pânico. Pelo contrário... dançou, cantou, riu, disse adeus e fez a vénia de agradecimento! Quando o vi no palco a dançar... desatei a chorar! Não queria acreditar no que estava a ver... um "pirata" descontraído e bem disposto.
Aquele momento foi maravilhoso! Mágico... No final, com a grande confusão dos pais, lá andava ele no palco, aos pulos e risonho!

Um episódio muito engraçado:

Andava o principe a perguntar:
- Viste a Cinderela?
E o menino responde:
- Não!
O principe volta a perguntar a outro menino:
- Viste a Cinderela?
E o menino responde:
- Não!
Chega a vez do João.
O principe pergunta:
- Viste a Cinderela?
E o João responde:
- Viste a Cinderela?

Eu e o José desatamos a rir. Claro que o João não entenderia a pergunta! Mas a nossa felicidade de o ver ali em cima do palco, sem medo do microfone, das luzes, das pessoas fez-nos ultrapassar a questão - ecolália - que interessa isso? O que interessa é que o pavor do publico, das pessoas tinha sido ultrapassado!

Ele conseguiu!

... e nós sentimos que vencemos!